CI

Crise em rota marítima pressiona fertilizantes

Segundo a FAO, o principal risco não está em uma escassez imediata de alimentos


Segundo a FAO, o principal risco não está em uma escassez imediata de alimentos Segundo a FAO, o principal risco não está em uma escassez imediata de alimentos - Foto: Divulgação

A crise em uma das principais rotas marítimas do mundo ampliou a preocupação com os custos de produção agrícola e com os riscos à segurança alimentar global. A interrupção ou instabilidade no fluxo de insumos e energia tende a afetar diretamente o planejamento das lavouras, especialmente em regiões dependentes de fertilizantes importados e mais vulneráveis a choques de preços.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, avalia medidas para melhorar a eficiência no uso de fertilizantes como parte de um conjunto de recomendações voltado a reduzir os impactos da crise no Estreito de Ormuz. A passagem é considerada estratégica para o comércio internacional, com trânsito de 35% do petróleo bruto, 20% do gás natural liquefeito, entre 20% e 30% das exportações globais de fertilizantes e 50% das exportações de enxofre.

Segundo a FAO, o principal risco não está em uma escassez imediata de alimentos, mas em um choque sobre fertilizantes e produção agrícola. A avaliação foi apresentada por Dongyu Qu, diretor-geral da entidade, durante a 181ª Sessão do Conselho da FAO.

Com a crise chegando ao marco de 100 dias, os efeitos começam a se tornar mais visíveis. Agricultores da Ásia, da África e da América Latina enfrentam custos de produção mais altos e decisões mais difíceis sobre o uso de fertilizantes e a escolha das culturas a serem plantadas.

Como resposta, a FAO lançou um pacote amplo de recomendações com ações de curto, médio e longo prazo. Entre as iniciativas estão o mapeamento de solos e a agricultura de precisão, voltados a tornar a aplicação de fertilizantes mais eficiente e reduzir desperdícios.

A entidade também defende a adoção de sistemas de consórcio de culturas para diminuir a dependência de fertilizantes nitrogenados. Outra frente de trabalho envolve fundos de inovação para fertilizantes alternativos, como amônia verde e biofertilizantes.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7